1. Luís Gonzaga da Silva Leme. Genealogia Paulistana.
Vol. I (Introdução - Domingos Luís Grou), pág. 15; Vol. I (Garcia Velho), pág.
470; Vol. II (Pires), pág.5,8; Vol. VI (Bicudo), pág. 297.
2. Site do Rootsweb (e-mail de Washington M. Ferreira).
3. Site da Internet de genealogia Geni. Árvore genealógica de
Maria Cristina Toledo Alves Alegre.
Obs: Maria Cristina Toledo Alves Alegre possui DNA mitocondrial
do haplogrupo B2, característico das populações nativas "pré-colombianas". Segundo
mensagem enviada por Irineu Carvalho, este não é o único caso em que se
detectou este haplogrupo em descendentes de Isabel Rodrigues e Isabel Velho. A
ascendência feminina de Maria Cristina é a seguinte:
I
- Maria Cristina de Toledo Alves Alegre
II
- Helena de Campos Toledo
III
- Maria de Arruda Campos
IV
- Inocência de Arruda Machado
V
- Inocência Maria do Amaral
VI
- Maria do Nascimento Franco do Amaral
VII
- Maria de Arruda César do Amaral Gurgel
VIII
- Antonia de Arruda do Amaral Gurgel
IX
- Escholástica de Arruda Leite Ferraz
X
- Antonia de Arruda e Sá
XI
- Maria de Quadros
XII
- Isabel Bicudo de Mendonça
XIII
- Maria Bicudo
XIV - Isabel Rodrigues, casada com Antonio
Bicudo Carneiro
XV - Isabel Velho,
casada com Garcia Rodrigues
A conclusão é que ou Isabel Rodrigues ou Isabel Velho (ou ambas)
eram brasileiras nativas, descendentes de povos indígenas, e não portuguesas,
como afirmam Pedro Taques e Silva Leme.
Silva Leme cita um antigo manuscrito que diz que Isabel Velho seria
filha de Antonio Rodrigues, o Náufrago (que estava aqui no Brasil antes do
início da colonização, com João Ramalho) e de Antonia Rodrigues, a Índia, filha
do Cacique Piqueroby. Esta versão discorda do relatado por Pedro Taques,
segundo o qual, Garcia Rodrigues e Isabel Velho eram naturais do Porto e vieram
para o Brasil trazendo vários filhos. Silva Leme preferiu seguir o relatado por
Pedro Taques, pois "este escritor, além de consultar a tradição no século XVIII
transmitida até então de pais a filhos, foi incansável no exame dos documentos
antigos". Mas, com as modernas análises de DNA, talvez algumas ascendências
tenham que ser revistas e corrigidas.